Te mandei mais uma vez pro inferno.
Te perfurei com o meu sarcasmo.
Te arranquei a preponderância.
Te esgotei os argumentos.
Te fiz calar mais uma vez.
Ultrajei sua paciência.
Te instiguei a descompostura.
Censurei seu moralismo.
Te arrebatei do razoável.
Regurgitei condenações aos seus bons modos.
Gritei.
Te incitei a desistir.
Te provoquei para você ceder.
Foi mais por você do que por mim.
No entanto você agarrou-se irredutível num amor declarado sem pudor.
Despiu peça por peça da minha resistência dolorida.
E me fez sua outra vez.
Até quando meu amor?
Até quando nos querendo, nos ferindo, nos perdendo?
Te perfurei com o meu sarcasmo.
Te arranquei a preponderância.
Te esgotei os argumentos.
Te fiz calar mais uma vez.
Ultrajei sua paciência.
Te instiguei a descompostura.
Censurei seu moralismo.
Te arrebatei do razoável.
Regurgitei condenações aos seus bons modos.
Gritei.
Te incitei a desistir.
Te provoquei para você ceder.
Foi mais por você do que por mim.
No entanto você agarrou-se irredutível num amor declarado sem pudor.
Despiu peça por peça da minha resistência dolorida.
E me fez sua outra vez.
Até quando meu amor?
Até quando nos querendo, nos ferindo, nos perdendo?

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