No meio dos meus devaneios você acordaria, com aquela típica cara de sono, um sorriso nos olhos e na boca uma satisfação por saber que a realidade consegue sim, às vezes, continuar como sonho. Chamaria minha atenção com as suas clássicas frases matinais: Bom dia lindinha, já está viajando desde cedo?...
A gente decidiria que o melhor programa para aquela hora era falar, sobre tudo e nada, com a boca e com os olhos, até que o outro não suportasse mais a distância (mesmo que mínima). Deixaríamos de ser dois, para nos tornar um conjunto ritmado de desejo e cumplicidade, um estava pelo outro e o universo se resumia naquela entrega sem fim...
Ainda embriagados pela manhã preguiçosa, arrumaríamos força para sair daquele infinito particular, afinal, não é só de amor que vive o corpo. Você com seu jeito protetor, me levaria até a cozinha, citando as opções para um desjejum rápido, pois naquele dia pouco importava o que comeríamos...como se aquilo fosse mero cumprimento de agenda...a gente tinha pressa pra regressar pro nosso canto.
Imagina só, depois de uma manha dessas, quais surpresas podia a tarde guardar?
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