quarta-feira, 6 de março de 2013

Apenas mais uma manhã lá por agosto de 2003!

Eu, como sempre, acordaria mais cedo e mesmo com uma vontade imensa de te ter acordado não estragaria seu sono, passaria horas olhando você sonhar sem saber ao certo se seria comigo, com seus planos ou com uma bobeira qualquer, mas em cada respiração sua encontraria um novo motivo para me manter ali te olhando, me apaixonando mais a cada segundo...
No meio dos meus devaneios você acordaria, com aquela típica cara de sono, um sorriso nos olhos e na boca uma satisfação por saber que a realidade consegue sim, às vezes, continuar como sonho. Chamaria minha atenção com as suas clássicas frases matinais: Bom dia lindinha, já está viajando desde cedo?...
A gente decidiria que o melhor programa para aquela hora era falar, sobre tudo e nada, com a boca e com os olhos, até que o outro não suportasse mais a distância (mesmo que mínima). Deixaríamos de ser dois, para nos tornar um conjunto ritmado de desejo e cumplicidade, um estava pelo outro e o universo se resumia naquela entrega sem fim...
Ainda embriagados pela manhã preguiçosa, arrumaríamos força para sair daquele infinito particular, afinal, não é só de amor que vive o corpo. Você com seu jeito protetor, me levaria até a cozinha, citando as opções para um desjejum rápido, pois naquele dia pouco importava o que comeríamos...como se aquilo fosse mero cumprimento de agenda...a gente tinha pressa pra regressar pro nosso canto.
Imagina só, depois de uma manha dessas, quais surpresas podia a tarde guardar?

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